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FESTIVAL DE ARTE DIGITAL 2016
De 09 de Junho a 07 de Julho de 2014, Galeria de Arte Digital do SESI_SP
PUBLICADO EM 30 maio 2014

performance

Performance: expressões digitais, a nova mostra de arte digital exibida na fachada do edifício FIESP/SESI e na Alameda das Flores, (Av. Paulista 1.313), explora o comportamento dentro da cultura digital. Aqui, o modo como as pessoas se exibem digitalmente é apresentado como uma performance moderna.

Um dos temas abordados na mostra é o modismo “selfie” (expressão para autorretratos). O projeto “Selfie São Paulo”, do russo Lev Manovich, autoridade em novas mídias, terá sua edição paulistana depois de ter passado por Hong-Kong, Bangkok, Nova York, Moscou e Berlim.

Para responder “como nossos impulsos internos expressam, atuam, definem a cultura digital contemporânea”, convidamos os artistas abaixo a repensar a arte performática por meio das relações entre a herança histórica do comportamento dos brasileiros e a cultura contemporânea digital.

Serão quatro atrações: uma obra visual generativa (conceito no qual a arte digital se transforma por meio da combinação de códigos ou algorítimos, por exemplo), duas performances multimídia e uma instalação interativa. E ainda uma série de apresentações musicais transformadas em imagens, num chamado “ritual tecnoxamânico para painéis de LED”.

As atrações irão se desdobrar numa exposição de rua – ilimitada e participativa.

 

OBRA VISUAL GENERATIVA

Selfie São Paulo – Lev Manovich (Rússia)
http://selfiecity.net/

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A obra vai transmitir e analisar imagens de fotos “selfies” (autorretratos) tiradas em São Paulo e publicadas no Instagram. A partir de um software, as imagens são detectadas para posteriormente serem transmitidas na fachada do edifício da FIESP.

O projeto investiga e apresenta em tempo real as selfies usando uma mistura de métodos teóricos, artísticos e quantitativos. Além de transmitir as imagens, a obra apresenta um relatório comportamental de São Paulo, com informações sobre: humor, postura corporal, média de idade e outras curiosidades e tendências da população paulistana.

Este é primeiro ensaio teórico para discutir selfies na história da fotografia e já passou por outras cidades como Hong-Kong, Bangkok, Nova York, Moscou e Berlim.

Desde 2006, Lev Manovich se dedica a análise do software na sociedade, à frente do grupo de pesquisa Software Studies Initiative. Um dos temas abordados é o que ele chama “cultural analytics”, ou “analítica cultural”: uma forma de pensar nos efeitos do software sobre as sociedades.
www.manovich.net

 

PERFORMANCE MULTIMÍDIA INTERATIVA

Preto no Branco – Samira Brandão e Rogério Borovik (Brasil)

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Através do diálogo entre várias linguagens como a performance corporal, processamento e transmissão de imagens, música e computação gráfica, esta performance multimídia é criada em tempo real.
Explorando opostos complementares como luz e sombra, positivo e negativo, preto e branco, a instalação consiste no uso de uma câmera com sensor de imagens em movimento que capta os performers.
O resultado são imagens de alto contraste, manipuladas e transmitidas em tempo real. A instalação é interativa e aberta ao público após as apresentações. Os participantes são convidados a interagir com a câmera e visualizar o resultado de suas performances instantaneamente na fachada multimídia do edifício.
Assista: https://www.youtube.com/watch?v=uemBOoltqjo

Samira Brandão é uma artista brasileira que trabalha há mais de 15 anos com performance multimídia, teatro, xamanismo e treinamentos físicos. Professora de performance no curso das Artes do Corpo da PUC/SP desde 2002 e sócio-fundadora da Associação Brasil Performance.

Rogério Borovik é artista visual, curador independente e diretor do Instituto Volusiano de Artes em São Paulo. Bacharel em Educação Artística pela Unicamp e mestre em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Seus trabalhos atravessam o campo das novas tecnologias, videoarte e web arte.

 

PERFORMANCE MULTIMÍDIA

THÆTA – Stratofysika (Estados Unidos, Itália e República Checa)

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THÆTA faz parte do espetáculo “Shadows Trilogy” no qual a performer usa um figurino interativo que gera imagens de acordo com seus movimentos. A temática convida a mergulhar no reino subconsciente para lidar com o ego.

Enquanto a artista se apresenta num palco montado na Av. Paulista, a fachada do edifício transmite as imagens geradas pelo corpo e as transforma num jogo de luzes, objetos geométricos e sons. O resultado se refere à mente em estado de hypnagogia, como é conhecida essa zona limiar entre o sonhar e o despertar. A fachada transmite as imagens geradas pelo corpo da performer como também a imagem da própria performer fundindo as dimensões do corpo e imagem.

Stratofyzika é um coletivo de performance audiovisual interativa criado em 2012 pelo encontro de três áreas de interesse: som, imagens animadas e dança. As artistas AikiA (Alessandra Leone), Lenka Kocisova (Akkamiau) e Heather Nicole (Hen Lovely Bird) trabalham de forma com que cada uma represente um estrato (Strato) da nossa percepção: camadas de áudio, imagens e movimento. O grupo faz uso das leis da física (Fyzika) como uma forma metafórica de explicar estados materiais a partir da imaginação, emoções e espírito.

www.stratofyzika.com

 

INSTALAÇÃO INTERATIVA

Framing Body – Cynthia Domenico

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Partindo da afirmação universal “todo brasileiro sabe dançar”, a artista propõe aos passantes da Avenida Paulista um espaço interativo onde podem colaborar na criação coletiva de uma videodança (modalidade artística resultante da interferência tecnológica na prática da dança) e sua trilha sonora, que será transmitida na fachada do edifício em tempo real, formando uma espécie de “Frankstein em movimento”.

Nesse novo gênero a dança além de ser o elemento central, é afetada pela cinematografia, uma vez que o frame torna-se o novo espaço através do qual a coreografia é observada.

Cynthia é performer, bailarina, videasta, produtora e agente cultural, isto é, uma artista contemporânea que cumpre diversas funções dentro de um processo criativo. De uma forma sensível, procura criar relatos metafóricos do seu cotidiano, que cumprem um papel de comunicação com público; e procura estabelecer um elo entre a vida e a arte. Usa as suas obras como um amplificador de suas questões acerca do mundo e da condição humana.

www.cynthiadomenico.com

 

APRESENTAÇÕES SINCRONIZADAS

RTP-LED (Ritual Tecnoxamânico para Painéis de LED) – Coletivo NoiseTupi (VJ Dado, VJ Palm e VJ Hadron) (Brasil)

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“O chocalho do xamã é um acelerador de partículas”, segundo o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro. Com base nessa citação e a partir da tecnologia, o projeto RTP-LED apresenta uma série de animações gráficas com referências de elementos dos povos e da flora do Brasil-pré-Brasil, também conhecido como Pindorama.

O ritual tecnoxamânico imagético será criado a partir do som captado de uma banda. Em tempo real, o áudio será transformado em imagens de flores, plantas, frutas e pessoas nativas do Pindorama, criando uma harmonia com os ritmos do Brasil contemporâneo.

Um software de video-jockey será customizado para receber o sinal de áudio tocado pelas bandas e utilizar algumas das freqüências para alterar as propriedades de cada animação gráfica (cores, velocidade, tamanhos, repetições).

São cinco projetos musicais que farão da Av. Paulista um palco, e do edifício FIESP, um cenário em movimento:

14/06 – RTP-LED com Batuntã

15/06 – RTP-LED com Quintal Brasileiro

21/06 – RTP-LED com Mel Azul

28/06 – RTP-LED com Superdose

05/07 – RTP-LED com Live2

NoiseTupi (São Paulo, Brasil, 2012) é um coletivo formado pelos artistas-videojóqueis Ricardo Palmieri (VJ Palm), Dado França (VJ Dado), Giuliano Scandiuzzi (VJ Scan), Flavio Reis (audiovisualismo), Felipe Sztutman e Martin Holzmeister (VJ Hadron). A proposta do grupo é integrar tecnologias contemporâneas de audiovisual, com linguagens tribais sul-americanas, em especial as estéticas Tupinambá e Tupiniquim. O grupo desenvolve instalações imersivas e interativas sempre permeadas com temáticas embasadas nos conhecimentos ancestrais deixados pelos povos nativos da América do Sul.
Programação da mostra “Performance: expressões digitais”

09/06 – Especial de estreia

20h
Selfie São Paulo” (5 minutos)
“Framing Body” e “Preto no Branco” com dançarinas e participantes (10 minutos cada)
“Thaeta” (20 minutos)
“RTP-LED” improviso musical (15 minutos)

Instalações interativas abertas ao público até as 22h.

Apresentações ao vivo (performances e shows)

Serão duas apresentações de até 30 minutos sempre às 20h30 e 21h30.

10/06 – Thaeta -StratoFysika (performance)
11/06 – Thaeta -StratoFysika (performance)
12/06 – Thaeta -StratoFysika (performance)
14/06 – RTP-LED com Batuntã
15/06 – RTP-LED com Quintal Brasileiro
21/06 – RTP-LED com Mel Azul
22/06 – Preto no Branco – Samira e Rogério Borovik (performance 4 coreógrafos)
28/06 – RTP-LED com Superdose
29/06 – Preto no Branco – Samira e Rogério Borovik (performance 4 coreógrafos)
05/07 – RTP-LED Live2
06/07 – Superdose com VJ Spetto

Nos dias sem apresentações serão transmitidas a obra visual generativa “Selfie São Paulo” e as instalações “Preto no Branco” e “Framing Body” intercaladas, entre 20h e 22h.

Das 22h às 06h, serão transmitidas versões em vídeos de todas as obras e performances.

09 de junho à 07 de julho de 2014

20h às 22h – Obras interativas abertas ao público
Preto no Branco
Framing Body

Intercaladas com a obra generativa “Selfie São Paulo

22h às 6h – Todas as obras em vídeo (em loop)

Ficha técnica:

Idealização: Verve Cultural – www.facebook.com/vervecultural
Realização: SESI-SP
Produção Executiva: Verve Cultural
Curadoria: Marília Pasculli e Tanya Toft
Assessoria de imprensa: Inker Agência Cultural – www.inker.art.br

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