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FESTIVAL DE ARTE DIGITAL 2016
SP_Urban – 3ª edição (de 07/11 à 07/12 de 2014)
PUBLICADO EM 17 out 2013

MESOCÓSMICO (PAULISTA) – 2014
MARINA ZURKOW (EUA)

Mesocósmico

A obra visual “Mesocósmico Paulista” – no original “Mesocosm” – da norteamericana Marina Zurkow, brinca com a mistura de paisagens naturais e a “selva de concreto” urbana, em padrões divertidos e estética de desenho.

Especificamente em São Paulo, “Mesocósmico” explora a Avenida Paulista e sua arquitetura atual, misturadas às as memórias gráficas da natureza da Mata Atlântica, quase extinta na cidade.

Por meio da exploração do conflito entre os dois extremos – selva e cidade – a obra questiona o relacionamento entre a diversidade do plano urbano e natureza.

Com padrões gráficos multicoloridos e inspirados em desenhos indígenas, a animação desenhada à mão recombina fotos de paisagens originais – através de um software desenvolvido pela artista – com edição acelerada, o que tem tudo a ver com a essência da capital paulistana.

As imagens integram a memória orgânica, gráfica e reconstruída do local, ou seja, uma espécie de “pós-imagem” (ou afterimage) da história atual e antiga da maior avenida de São Paulo.

A proposta é que tais images sejam impressas na retina do público como um lembrete de que o ser humano e o progresso industrial são parte de um ecossistema muito maior do que pensamos.

Mesocósmico já passou por Nova York e Wink, nos EUA e Northurberland, no Reino Unido.

LAGOGLYPHS – 2009
EDUARDO KAC (Brasil)

logo

Transmitida pela primeira vez em ambiente urbano, Lagoglyphs é uma animação que capta a essência das mais importantes obras de Eduardo Kac – principal artista brasileiro de Bioarte.

Combinando o verde flúor de seu mais famoso experimento – o coelho fluorescente – com o preto da escrita, essa obra se desdobra em sistemas animados de signos, cuja movimentação lembra a mutação de constelações.

Dispersando-se e convergindo, a animação compõe uma verdadeira vitrine dos ícones de Kac. Pode-se dizer que Lagoglyphs age como uma “pós-imagem” do surgimento da BioArte como gênero artístico importante.

SISTEMA INTERATIVO

COISA LIDA – 2014
LUCAS BAMBOZZI (Brasil)

coisa

A obra reativa de Lucas Bambozzi responde em tempo real aos estímulos visuais e sonoros da região do Mirante .De acordo com os sons e imagens captados na Avenida Paulista com a Al. das Flores, palavras de poesias pré-selecionadas aparecem no vídeo, em ritmo inconstante. A obra promete refletir os sons e imagens cotidianos aos paulistanos.

Na intenção de transformar em imagens a aceleração e os fluxos locais, a obra possui dois sistemas: detecção de movimentos e sistema de audio. Um sensor instalado no Mirante, “enxerga” o fluxo de pessoas na calçada, enquanto o microfone capta os sons, que mesclam-se à música da obra, tornando-a ainda mais interligada ao meio.

“Coisa Lida” transmite as “imagens posteriores” e impressões sonoras tal como acontece nos sistemas óticos associados aos afterimages ou “pós-imagens”.

OBRAS INTERATIVAS

RETINAMÉRICA – 2014
ANDAR 7 (Brasil)

retino

Retinamérica é uma obra interativa que convida os participantes a atuarem como VJs, mixando elementos que remetem à estética tropical. Serão imagens surgindo de outras imagens, recriadas com cores e formatos, a gosto do freguês – o aúdio integrado também contribui com a estética escolhida. A obra disponibilizará um menu com efeitos de movimento, velocidade e ritmo aos participantes, tudo controlado por tablets em uma mesa.

Essas figuras – principalmente por utilizarem do sistema de cores complementares – produzem um efeito de persistência retiniana: aquele efeito em que continuamos a ver imagens e cores de padrões repetidos mesmo quando fechamos os olhos. A escolha em misturar elementos e ícones da cultura latinoamericana busca diluir fronteiras e criar laços entre seus países.

URBAN ALPHABETS – 2013 – 2014
SUSE MIESSNER (Finlândia)

urban

A obra colaborativa propõe o mapeamento da cidade com diferentes tipografias encontradas nas ruas. Por meio de um aplicativo homônimo, o usuário registra seu próprio “alfabeto urbano” – tirando fotos pela cidade e transformando imagens em letras. O conteúdo fica registrado no app e site do projeto.

Desta forma, cada cidade pode ser mapeada com vários alfabetos criados por seus cidadãos, e é possível combiná-los para criar mensagens diversas. Urban Alphabets propõe mostrar uma face das cidades que quase ninguém vê: a tipográfica.

Durante o Festival, os alfabetos e mensagens criados em São Paulo serão exibidos por vídeo na Galeria Digital do SESI. O principal objetivo é encorajar os participantes a criarem uma identidade visual diferente para São Paulo.

C-240 – 2014
YUCEF MERHI (Venezuela)

c240

Já ouviu falar do Atari Video Music? É um dispositivo experimental e raro criado na década de 70, e também o protagonista da obra do venezuelano Merhi. Através deste dispositivo, conectado ao sistema do SP_Urban Digital Festival, C-240 explora o envolvimento sonoro das pessoas.

O Atari Video Music – precursor da criação de efeitos visuais, em especial para a música eletrônica – funcionará de modo audio-reativo na obra. Os participantes poderão alterar os padrões das projeções na fachada do prédio da FIESP, por meio de um microfone, que poderá tanto ser conectado a um dispositivo de música – como iPods – quanto usado normalmente.

0.25 FPS – 2014
THIAGO HERSAN e RADAMÉS AJNA (Brasil)

025

Essa instalação se inspira no efeito forte dos flashes de câmeras e na breve sensação de “cegueira” que vem depois. Em 0.25 FPS, não são os participantes que piscam, mas sim, a Galeria Digital do SESI, na Av. Paulista.

A fachada do prédio da FIESP transmitirá, em curtos intervalos de tempo, imagens de transeuntes, que ficarão frente a um espelho posicionado próximo ao prédio. A câmera do 0.25 FPS está programada para tirar fotos a cada 4 segundos e, cada vez que uma foto é tirada, o edifício pisca e surge a imagem, que logo desaparece.

A intenção da obra é questionar a brevidade das informações em rede dessa geração, tanto quanto a cultura digital de enviar, postar e “curtir” – e o legado que isso deixará no desenvolvimento de nossa cultura.

G-FRAME – 2014
THE CONSTITUTE (Alemanha)

g-frame_interaction_heart

A obra “G-Frame”, do grupo alemão The Constitute, é provavelmente uma das mais interativas na programação da terceira edição do SP_Urban Digital Festival. Inspirada no universo da street art, ela convida o participante a brincar de ser um grafiteiro virtual – sem que as construções sejam de fato pichadas.

Explicando: molduras digitais permitirão que os usuários utilizem as mãos e dedos para criarem desenhos, palavras e suas próprias obras de arte, que são projetadas nas fachadas urbanas. As obras podem ser criadas individual ou coletivamente, e são um convite à experimentação, sem que a identidade arquitetônica urbana seja perdida.

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