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FESTIVAL DE ARTE DIGITAL 2016
SP_Urban Digital Festival anuncia 3ª edição
PUBLICADO EM 27 out 2014

De 07 de Novembro à 07 de Dezembro, na Galeria de Arte Digital do SESI – SP e Alameda das Flores.

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São Paulo está no mapa mundial das cidades que integram media facade ao seu tecido urbano.

A cada nova tecnologia que surge, a arte digital se reinventa. Para captar esse ritmo, a 3ª edição do SP_Urban Digital Festival, que será realizada em novembro, abordará o tema Digital Afterimage, ou, em língua portuguesa, o pós imagem.

Sabe aquele efeito da imagem recém-vista que fica na retina quando fechamos os olhos? Pois é justamente esse instante de ilusão de ótica que a expressão afterimage, ou pós imagem, representa.

A curadoria do SP_Urban, assinada por Marília Pasculli (Verve Cultural – São Paulo) e Tanya Toft ( Verve Cultural – Copenhagen/ Nova York), com consultoria de Mike Sttubs (FACT – Foundation for Art and Creative Technology – Liverpool) partiu dessa metáfora para tentar saber o que vai ecoar no futuro da produção de arte digital atual.

“O que vai ficar? Qual vai ser o afterimage da produção artística digital de hoje”? Estas questões foram o briefing passado aos oito artistas da nova mostra, nomes fundamentais da arte digital mundial, que irão preencher a fachada do edifício da Fiesp e do Sesi-SP e a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a av. Paulista à rua São Carlos do Pinhal – com suas obras tecnológicas e interativas.

O SP_Urban 3ª edição vai especular o futuro, um exercício lúdico sobre a efemeridade das tecnologias de ponta, como a câmera com sensor de movimento Kinect, que há cinco anos nem existia e hoje já é considerada ultrapassada.

Daqui a alguns anos, a prática da arte digital de hoje irá ressoar para uma nova geração de artistas, como afterimages do agora. E vem mais uma pergunta: o que influenciará mais, a criatividade ou a tecnologia? Os artistas abaixo tentarão responder.

OBRAS VISUAIS

MESOCÓSMICO (PAULISTA) – 2014
MARINA ZURKOW (EUA)

Mesocósmico  explora  as  complexas  relações  que  povoam  a  identidade  da  paisagem  urbana de São Paulo e a natureza da Mata Atlântica, quase extinta na cidade. A obra reapresenta elementos simbólicos da vida paulistana e da vida selvagem em forma de padrões  gráficos  multicoloridos  inspirados em desenhos indígenas, fazendo uso de uma edição rítmica acentuada, como o próprio ritmo da cidade.

A artista multimídia explora a linguagem da animação gráfica retratando seres humanos e  suas  relações  com  os  animais,  plantas  e    condições  meteorológicas.  Sua  obra,  considerada contemplativa, possui tom crítico e bem humorado. Desde  2000,  Zurkow  participa  de  diversos  festivais pelo mundo, expondo na maioria das vezes em espaços públicos.

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LAGOGLYPHS – 2009

EDUARDO KAC (BRASIL)

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Transmitida pela primeira vez em ambiente urbano, esta é uma animação que se desdobra em diversas animações de sistemas de signos, semelhante à mutação das constelações e da escrita. A estética é composta de diversos símbolos e ícones visuais marcantes da obra do artista, ora convergindo, ora dispersando. O autor retrata como a sociedade constrói a definição de diferença e levanta a ideia do desconhecido e do estranho, assimilando-os ao ambiente local e transformando-os em algo familiar. Lagoglyphs se manifesta como um afterimage do surgimento da “Bio Arte” como gênero artístico importante.

Eduardo Kac é internacionalmente reconhecido pela “Bio Arte” e pela arte da telepresença. Pioneiro na arte das telecomunicações durante a década de 80, ainda pré-Web, Eduardo Kac surgiu no início dos anos 90 com obras radicais que combinavam telerobótica e organismos vivos. O trabalho de Kac tem sido exibidos em diversas bienais, além de obras que fazem parte da coleção permanente de importantes museus. Kac recebeu muitos prêmios, incluindo o Prêmio Golden Nica – o prêmio de maior prestígio concedido pela festival internacional Ars Electronica.

SISTEMA INTERATIVO

COISA LIDA – 2014
LUCAS BAMBOZZI (Brasil)

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A obra explora as tensões da aceleração e de fluxo, reage de acordo com um sistema de sensor de movimento instalado no Mirante da Al. das Flores, que “enxerga” o fluxo de pessoas na calçada da Paulista e capta os estímulos sonoros.

Palavras e frases de Alberto Caiero (Fernando Pessoa), Paul Virilio, Pierre Clastres, Oscar Wilde, Clarice Lispector ( e outros que fazem referência às citações sobre velocidade e percepção) são  aceleradas ou tornam-se mais lentas de acordo com os estímulos visuais e sonoros captados. As palavras se formam como “imagens posteriores” e impressões rítmicas, tal  como  acontece  nos  sistemas óticos associados aos afterimages.

Bambozzi conduziu atividades pioneiras  ligadas  à  arte  na  Internet  no  Brasil  entre  1995  e  1999,  na  Casa  das  Rosas. Seus  trabalhos  recentes abordam  as questões relacionadas ao conceito de espaço informacional e as particularidades de uma arte produzida a  partir  das  mobilidades  e imobilidades  do  contexto  urbano.  É  criador  e  coordenador  do  Festival arte.mov  e  do  Labmovel,  um  veículo  criado  para  atividades laboratoriais e artísticas em espaços públicos (2012) que recebeu em 2013 menção honrosa no Prixars, do Ars Electronica.

 

OBRAS INTERATIVAS

 

RETINAMÉRICA – 2014

ANDAR 7 (Brasil)

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A obra convida o participante a atuar como VJ e a mixar conteúdos coloridos pré-determinados que reforçam a poética e a estética tropical. São imagens surgindo de outras imagens, desconstruídas e recriadas com cores complementares, produzindo o efeito de persistência retiniana. As figuras formam o menu disponível para os participantes aplicarem efeitos de movimento, velocidade e ritmo em uma superfície touch (mesa embutida com Ipad). A escolha por manipular ícones simbólicos de países latino americanos surge como possibilidade crítica de afirmar o sentido de nação, diluindo fronteiras e criando laços através do visual. Retinamérica possui áudio integrado.

O Agrupamento Andar7 explora a arte urbana, os encontros entre artistas, a ação social e a performance, em suas diversas vertentes: corporal, político-social, interventiva e fazendo uso da tecnologia como ferramenta de expansão da arte contemporânea.  A última fonte de estudo é o processo “Tropical Noir”, no qual explora-se o tropical urbano, com a insurgência de cores e formas, sem que se perca o mistério cativante da cidade e do “ser” latino-americano.

URBAN ALPHABETS – 2013 – 2014

SUSE MIESSNER (Finlândia)

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Usando o aplicativo homônimo para smartphones, os participantes fazem suas próprias versões do  alfabeto da cidade. Cria-se as letras pela captação  de imagens em lugares públicos. Todas elas são etiquetadas geograficamente e enviadas para o site do projeto. Os participantes são convidados a brincar com a linguagem criada para escrever através de um Ipad conectado à fachada. O principal objetivo é encorajar os participantes a criar uma identidade visual para São Paulo.

Suse  explora  a  inter-relação  de  novas  tecnologias  e  o  comportamento  das  pessoas  em  espaços públicos  contemporâneos.  Formada

em  Arquitetura  e  New  Media    Art,  ela  explora  os  limites  e  as relações de ambas as disciplinas. Seu principal interesse permanece no comportamento humano.

C-240 – 2014

YUCEF MERHI (Venezuela)

 

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A obra faz uso de um dispositivo experimental e raro criado na década de 70, o Atari Video Music, o primeiro para a criação de efeitos visuais, em especial para a música eletrônica. Os participantes poderão alterar o padrão das projeções por meio do microfone conectado a um visualizador de imagens analógico. A obra possibilita a função audio-reativa da fachada de acordo com apresentação de grupos musicais e DJs em tempo real.

Yucef Merhi estudou Filosofia na The New School e possui um Mestrado em Telecomunicações Interativas pela New York University. É conhecido por ser o primeiro artista a expor uma obra de arte incluindo console de videogame (o Atari 2600 em 1985). Merhi recebeu várias bolsas e prêmios, incluindo o New York Foundation for the Arts em Digital / Electronic Arts. Sua carreira inclui um registro de exposição mundial em variados lugares, além de ter participado de seleções oficiais de importantes festivais e bienais.

 

0.25 FPS – 2014
THIAGO HERSAN e RADAMÉS ANJA (Brasil)

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A instalação se inspira no efeito de flash forte que causa uma breve sensação de cegueira. Mas neste caso, não são os participantes que piscam, e sim, a Galeria Digital que responde aos estímulos. A fachada transmitirá, em intervalos curtos de luz, imagens dos participantes frente a um espelho, com grafismos semelhantes ao Afterimage. A câmera do 0.25 FPS está programada para tirar fotos a cada 4 segundos e, cada vez que uma foto é tirada, o edifício pisca e surge a imagem, que logo desaparece. A obra questiona a incessante e unilateral transmissão de informação que enviamos, postamos e “curtimos” na cultura digital e como isso deixará marcas no desenvolvimento de nossa cultura.

 

Radamés Ajna é artista multimídia com formação em física, computação e matemática. Iniciou-se no campo da arte e tecnologia coordenando o laboratório de interfaces do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Trabalha como consultor e desenvolvedor para diversos artistas, designers, músicos e arquitetos, ajudando-os a criar trabalhos envolvendo novas tecnologias. Como educador, criou o espaço Hacklab.es no SESC, onde ensina arte e tecnologia para estudantes com diversas formações.

 

Thiago Hersan é graduado e mestre em engenharia elétrica e da computação. Já trabalhou como pesquisador e designer de circuitos integrados, e hoje trabalha com educação e cultura digital. Como integrante do coletivo Astrovandalistas, desenvolve tecnologias digitais para ampliar as possibilidades de comunicação afetiva e criar situações públicas compartilhadas. Atualmente trabalha como engenheiro designer em uma empresa que desenvolve personagens robóticos para fins educativos.

 

G-FRAME – 2014

THE CONSTITUTE (Alemanha)

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G-Frame possibilita que pessoas comuns sejam artistas plásticos, sem danificar a beleza natural das fachadas e estruturas urbanas. Uma moldura digital permite aos transeuntes utilizarem as mãos para criarem obras de arte digitais: as ferramentas de pintura são os dedos, palmas das mãos e gestos. A interface funciona como uma tela, na qual os participantes podem criar uma obra de arte individual ou coletivamente, utilizando luz, cor, textura e tecnologia.

 

The Constitute é um estúdio de pesquisa em tecnologia e design sediado em Berlim liderado por Christian Zöllner e Sebastian Piatza. Reconhecido pela combinação de práticas artísticas e científicas em criações e experiências interativas no espaço público. Desde 2012 tem trabalhado com várias instituições culturais internacionais, suas obras já foram exibidas em todo o mundo. Atualmente, seu foco está na investigação de narrativas e protótipos, bem como a construção de interfaces mais comuns e socialmente sustentáveis.

 

Serviço:

 

SP_Urban Digital Festival – 3a edição

De 07 de Novembro à 07 de Dezembro de 2014

 

Locais:
Prédio da FIESP/ SESI-SP – Av. Paulista, 1313

Alameda das Flores – travessa de pedestres entre Av. Paulista e Rua São Carlos do Pinhal.

 

Programação gratuita

Horário de exibição das obras: das 20h às 06h.

Obras interativas: das 20h às 23h.

Todas as obras em vídeo: das 23h às 06h.

 

www.spurban.com.br

 

Facebook: SPUrbanDigitalFestival

Twitter: @spurban

Instagram: @spurban

#spurban

 

 

Créditos:

Idealização: Verve Cultural

Realização: SESI-SP

Produção Executiva: Verve Cultural

Curadoria: Marília Pasculli e Tanya Toft com consultoria Mike Stubbs

Patrocínio: SESI-SP

 

Sobre o SP_Urban

 

O SP_Urban Digital Festival visa expandir  o  conceito  de  arte  ao estabelecer um canal de comunicação como parte integrante da cidade fundindo arquitetura, arte e tecnologia.

 

O festival de arte digital, que em 2014 entra em sua terceira edição,  se  forma  como  um  organismo  vivo em meio  ao  cenário  urbano  paulistano,  no  qual  artistas nacionais e internacionais  propõem  reflexões  intrínsecas  da  metrópole  com  seus  habitantes  e  as  novas tecnologias interativas.

 

A  terceira edição possui como temática central o termo DIGITAL AFTERIMAGE e conta  com curadoria  de  Marília Pasculli (Brasil), Tanya  Toft (Dinamarca / EUA) e consultoria de Mike Stubbs (Reino Unido).

 

Em sua primeira edição, em 2012, o SP_Urban inaugurou a galeria de Arte Digital SESI-SP e colocou a cidade de São Paulo na mira dos grandes centros urbanos que se utilizam da media facade para exibir os trabalhos dos novos artistas digitais de todo o mundo.

 

Em 2013, a segunda edição do festival cresceu ainda mais e passou a ocupar também a Alameda das Flores – – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a Av. Paulista à Rua São Carlos do Pinhal. O tema abordade foi “Cidadão Digital”. Mais informações sobre o SP_Urban em spurban.com.br

 

A VERVE CULTURAL

 

Formada em Agosto de 2011 por Marília Pasculli (especializada em curadoria de arte de novas mídias) e João Frugiuele (produtor cultural e relações públicas), consiste numa plataforma de criação interdisciplinar voltada para a inserção de arte em espaços públicos e criação e de instalações participativas.

Vervesp.com.br

 

Sesi-SP Cultura

Há mais de 60 anos, o Sesi-SP fomenta e difunde manifestações artísticas em diversas linguagens, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida dos industriários e da comunidade. Na capital e em todo o Estado de São Paulo, o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso e os 54 centros de atividades culturais da instituição atendem cerca de 2,5 milhões de pessoas anualmente, com ações educativas e ampla programação gratuita composta por espetáculos teatrais, musicais e de dança, além de encontros literários, mostras de cinema e exposições.

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